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Mad Men – 3×02 e 3×03

8 08UTC setembro 08UTC 2009

Depois do mega atraso com Love Among the Ruins, decidi não gastar meu tempo fazendo dois posts em pouco tempo, e postar os dois episódios num post só. Praticidade é meu segundo nome. Sem perda de tempo, vamos a eles:

Love Among the Ruins:

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Foi um belo episódio. E seria perfeito se não copiado tão sorrateiramente a história do pai de Betty Draper da mãe de Tony Soprano. Vou começar falando dessa história para que depois só venham elogios.

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A estrutura que foi se formando ao longo dos 46 minutos foi quase a mesma da presenciada em “46 Long”, ainda na 1ª temporada da segunda melhor série do século. O pai, que não é muito equlibrado, praticamente invade a vida da filha, no meio de um embate financeiro entre os dois filhos (Betty e William). Pode até se achar a frase “Eu sou uma terrível filha”, também utilizada por Tony Soprano na série dos mafiosos. A saída lúcida encontrada por Don também pode ser comparada a vistas grossas com a decisão magistral que o roteiro encontrou e colocou na perfeita interpretação de Edie Falco, a Carmela Soprano.

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Fora isso, tivemos duas perfeitas atuações de Jon Hamm e Elisabeth Moss. Na Sterling/Cooper, a demolição da Penn Station para a construção da Madison Square Garden dividiu opiniões, sendo uma brilhante conexão entre o passado, e ponta para o futuro e o avanço significativo da tecnologia nos E.U.A em busca de liberdade de expressão e “apreciação ao belo”, sendo facilmente captada nos momentos finais do episódio, quando ele se sente bem mais confortável vendo a professora dançar livremente pela grama com os pés descalços, do que a linda Ann-Margret, cantando e coreografando “Bye, Bye Birdie”. Essa storyline ainda guardou a ótima cena do almoço entre Don, Roger e Edgar, todos irretocáveis na interpretação.

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Já Peggy mostra ser a mais desafiadora e avançada da empresa, ao criticar com veracidade o modo com que os executivos distorçem a imagem da mulher que toma um produto dietético, com a mulher que tem um corpo esbelto e enquadrado. Tal opinião passa a ser testada por ela mesma no momento em que ela aceita o conselho de Don em “guardar suas armas”, e vive uma rápida aventura com um cara que conheceu em um bar, e não mostra apreciar nada mais profundo nela do que sua aparência e sua disponibilidade. O ponto alto da trama foi a insinuação de “Bye Bye, Birdie” que ela faz na frente do espelho. Incrível.

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3×02 – Love Among the Ruins (Jon Hamm, Elisabeth Moss, January Jones)

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My Old Kentucky Home:

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Esse sim foi um episódio perfeito. Tudo estava tão enquadrado e ajeitado, que com metade do episódio passado eu já sabia que nada podia dar errado. Mas também, um episódio que mostra claramente como a casca não corresponde ao caroço, e que as aparências enganam em 100%, e com ainda Peggy Olson chapada, não tem como dar errado.

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A história do pai de Betty vai tomando um rumo agradável e coeso, quando a personalidade altruísta e orgulhosa de Gene, que não tem medo de punir com severas palavras o “tal” que roubou seus 5 dólares, mas tem vergonha de expor claramente que duvida da palavra da empregada negra. A curta conversa final entre o avô, vítima do roubo, com a própria neta, ladra, mostra claramente como Gene ficou com a cara no chão… e vergonha de assumir.

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Ainda mais geniais foram as cenas na casa de Joan, onde a submissão do marido por seu chefe impera o jantar, que reuniu uma cena memorável para Christina Hendricks, cantando ao acordeom “C’est Magnifique”. Sua expressão fixa e irretocável foi um ápice de sua “atuação” em todo o jantar, por um lado, sendo exposta pelos convidados a um homem que ela não estava acostumada a ver, e pelo outro lado, segue firme com a ideia do “belo relacionamento”, mesmo com as deixadas inconvenientes oferecidas pelas mulheres dos convidados na cozinha.

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E por falar em “belo relacionamento”, a cena de Pete e Trudy sendo as estrelas da pista de dança do casamento foi uma clara amostra de como o casamento tumultuado dos dois, que sofrem pela impossibilidade de ter filhos, pode ser revertido em passos ensaiados e uma rápida mudança de assunto para que Betty não ouça a conversa dos dois anteriormente. Assim como o claro “teatro” que foi feito no casamento entre Roger e Jane. Tudo jogado na mesa pelo rápido, e intenso diálogo entre ele e Don no fim do episódio. Aliás, Don e Betty estrelaram grandes momentos, como no rápido e explícito pensamento que passou por Betty ao encontrar um homem que mostrou um súbito interesse no seu filho, que ao longo do episódio foi mostrado como Henry Francis.Além de Don, desconfortável na festa, afoga todos os seus pensamentos sobre o teatro encenado junto com o barman Connie (brilhantemente interpretado por Chelcie Ross, uma participação pra ficar na história), rendendo um dos melhores diálogos do ano.

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A cena final com ele andando ao som do “humor” da festa, indo encontrar Betty em um lugar  vazio, destacou o “vazio” que ocorreu entre os dois durante todo o episódio.

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E a melhor parte para o fim, com Peggy, minha personagem predileta, fumando maconha ao lado de marmanjos que estavam pouco se importando para o trabalho que deveria ser feito. Eles tinham na cara a face da irresponsabilidade e pouco comprometimento… ela não. Peggy tinha na face somente o prazer de estar fora das regras da sociedade. A melhor personagem da série, com certeza.

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3×03 – My Old Kentucky Home (Elisabeth Moss, Jon Hamm, Christina Hendricks, John Slaterry)

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