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Mad Men on the Heights!!!

31 31UTC outubro 31UTC 2009

Tirando o mega atraso com a série que me faz sentir vergonha de mim mesmo, só posso dizer uma coisa: Mad Men está demais!

Ok, não é só isso… eis, um post sobre os 3 últimos episódios desta grande série:

Primeiro de tudo: January Jones foi A personagem dos três episódios, mas ainda não pega Elisabeth Moss, que é gênia, mas pra mim ainda é Supporting Actress in a Drama Series.

Pois bem, em Souvenir, acho que os roteiristas quiseram dar uma apaziguada depois do ótimo Seven Twenty Three, então o episódio não saiu tão bom… foi médio. O bom foi que o casamento de Betty e Don, que para mim é o mais controverso da TV, foi sendo lentamente moldado para uma explosão que vem a seguir. No oitavo episódio, Don faz uma série de viagens, mas é em Roma o destaque, onde Betty aparece deslumbrante (agora entendo porque existe o prêmio de melhor penteado no Emmy… NOT), mas afetada pelo explícito interesse de Henry Francis, maquiado de incentivo na região da casa de Betty. Ela, já desestruturada após o presente de Don, consegue (por um momento), esqueçer o que passou e se concentrar no que está ao seu alcançe, mesmo que não seja seu principal desejo.

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Enquanto isso, Pete em mais uma de suas escapadas, agora com uma estudante (muito fácil para a época, mas ok, Mad Men está sempre a um passo a frente), mas isso nem merece enrolar muito, pois só mostrou mais uma vez que Pete é uma criança, e seus atos são por puro instinto de superioridade ou sobrevivência.

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O melhor momento da trama foi, com certeza, seu encontro com Joan, agora, trabalhando em uma loja. Sério, enquanto Joan aparecer na série, eu ficarei feliz. Quando ela for embora pra valer, não sei se a série terá a mesma graça. E novamente, o foco da trama foi a facilidade com que as pessoas deletam temporariamente o que passou para se concentrarem no presente. Ambos Pete e Joan ficaram sem jeito, e ambos provavelmente jamais dirão que se viram. E assim foi o episódio, com uma ótima metáfora, mas pouca base concreta, com um gosto de quero-mais no fim.

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3×08 – Souvenir (January Jones, Christina Hendricks, Vincent Kartheiser)

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Wee Small Hours foi pra mim o melhor dos três. Histórias estagnadas, mas envolventes, fortes, e que atingiram um ápice aparentemente fraco, mas implicitamente gigantesco.

Seguindo o melhor dos três episódios, que foi a relação entre Don e Betty, esse foi o episódio onde tudo foi armado. Betty, em uma atuação brilhante de January Jones, agora já percebe a instabilidade de seu envolvimento com Henry Francis, e na melhor hora para acabar com o quase caso, eis que a personagem agora aparece como a sedutora, com a troca de cartas que inicia, levando o quase caso a outra atmosfera, e curiosamente (ou não, já que Betty é muito ambígua) atmosfera que a própria trata de quebrar com uma indierença tocante na sala de Francis, onde tudo começava a esquentar cada vez mais. Betty, ao menos, vê algum horizonte no casamento, mas até quando?

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Don, cada vez mais exausto com as exigências de Connie (o que foi o papo da lua?), também age no papel de sedutor fora do lar, e como de costume, é mais implacável, e quebra o gelo da professora de Sally, Suzanne. E é nessas horas que você pensa que os personagens femininos não podem mais surpreender, Suzanne desperta uma veracidade e desejo incontroláveis em Don, e cada tom de voz, cada expressão e cada toque, são orquestrados com maestria pela atriz Abigail Spencer. É impossível não se atrair por Suzanne, e Don, entre um diálogo genial e outro, nas passagens de madrugada, consegue o feito no fim do episódio. E a trilha sonora estava perfeita.

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Como o episódio não foi só Don e Betty, dessa vez tivemos Sal, que muitas vezes me parecia caricato, agora atingiu uma trama especial, com diálogos reveladores, e uma proposta inusitada do cliente da Lucky Strike, com uma resposta mais inusitada ainda de Don. Aliás, Don sabe, desde Out of Town a situação do colega do trabalho e seu dilema com a própria sexualidade, e ele não pensou duas vezes em esbanjar toda a intolerância da época em cima de Sal. O único porém foi que, mesmo tendo certeza de que Sal cedeu ao cliente, a definição da trama foi inconclusa, um pouco machadiana, mas sem um grande impacto.

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3×09 – Wee Small Hours (January Jones, Jon Hamm, Bryan Batt)

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E então, veio The Color Blue, que parece ser o xodó de todo mundo, mas para mim foi uma decepção. Não uma completa decepção, mas eu senti que se tivesse visto só os dez minutos finais do episódio seria o bastante. A relação de Don e Betty chegou ao ponto máximo da desestabilização familiar, mesmo que o patriarca não saiba, já que agora Betty tem em mãos uma descoberta reveladora (que é muito spoiler). A cena final dela aplaudindo o marido na festa de aniversário da Sterling Cooper foi arrebatadora.

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E Don, continua se envolvendo o quanto pode com a professora de Sally, e no começo do episódio, a metáfora do “azul”, que soou inteligente, mas pouco pertinente, dominou a cena, e de uma forma ou de outra, deu um avanço perigoso no relacionamento dos dois. E em uma tentativa de mostrar empatia total com a moça, ele acompanha seu irmão esquizofrênico até outra cidade onde ele estará empregado. Mas como Don só pensa nele, ele falha na tarefa e deixa o menino a própria sorte em outro lugar (o menino pediu, na verdade, mas hello, se o próprio não responde por si, porque Don deu o aval tão fácil?).

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Mas sinto dizer que o episódio foi só isso. O esquecimento da trama de Peggy e Duck para mim é imperdoável, e nesse episódio, os roteiristas quiseram mostrar o que eu já estou careca de saber: Peggy é gênio. No contexto, Peggy, mais cínica do que nunca, se destaca duas vezes em cima das ideias de Paul, um empregado realmente irresponsável, e consegue cativar ainda mais a confiança de Don. Só isso.

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Aliás, é nítido que Don está com o distúrbio de chefe com TPM, que um dia é chato e exige um batalhão de seus encarregados, e no outro, é compreensível e deixa relevar algumas falhas. Mas adivinha? Jon Hamm estava com a mesma cara, as mesmas expressões, o mesmo jeito de falar. Não é perseguição, mas se eu já odeio a maneira de agir de Don, com as atuações simplórias do Jon Hamm nessa temporada é mais difícil ainda de engolir.

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3×10 – The Color Blue (January Jones, Elisabeth Moss, Jared Harris, Michael Gladis)

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One Comment
  1. Vinícius P. permalink

    “Souvenir” foi um bom episódio, mas ficou um pouco longe do padrão de qualidade dessa temporada. Já “Wee Small Hours” foi uma maravilha mesmo, ainda que o Don esteja cada vez mais insuportável. Não vi o 3×10.

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