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Sterling Cooper Draper Pryce

20 20UTC novembro 20UTC 2009

Espetacular. É a palavra que resume a reta final de Mad Men, nos seus últimos 3 episódios. A trama, que já vinha envolvente e densa utilizando a fórmula utilizada desde Smoke Gets in your Eyes, deixou a todos boquiabertos e deu uma reviravolta crucial em sua mitologia. Mas, vamos primeiro nos ater no 12° episódio, The Grown-Ups.

O episódio foi totalmente centrado na morte de John F. Kennedy, aliás, a única coisa que eu sabia que iria de encontro com o fim da temporada seria a morte do presidente com a festa de casamento da filha de Roger. E o roteirista estreante Brett Johnson está de parabéns, pois acho que nunca tinha visto diálogos tão sentimentais e patrióticos como em The Grown-Ups, além da abordagem inteligente e sem sensacionalismo, com destaque para as transmissões televisivas do fato.

A notícia foi recebida de modos diferentes de acordo com a trajetória já conhecida dos personagens, valendo destacar: Betty, em seu estado mais vulnerável (e mais insensível), desaba em lágrimas; Don e Peggy, que se preocupam muito mais com o próprio futuro do que a morte do principal governante do país, mostram uma tranquilidade e até indiferência notáveis; Pete e Trudy (que, oh! Só agora percebi que é a Annie de Community) tratam a questão de forma impetuosamente patriótica, embora ambos estejam mais descarregando as frustações de Pete na Sterling Cooper do que feridos nacionalmente falando; e a pobre Margaret viu sua fabulosa festa de casamento indo aos ares…

E foi realmente impressionante como o casamento de Margaret avançou o desenvolvimento dos personagens. Roger, tendo que salvar a festa com seu único trunfo, seu lado galanteador e cômico, e ainda tendo que aguentar as malas-sem-alça filha e nova esposa, termina seu dia ligando para Joan e relatando seu péssimo dia. A interação dos dois atores é impressionante.

E o reencontro de Betty e Henry Francis não poderia acontecer em hora mais inoportuna, já que Don cada vez mais tenta aliviar sua situação com a esposa, mas cada vez mais Betty mostra que ficar ao lado de um homem que possui fraquezas agora tão expostas não é sua praia. No momento de instabilidade do marido, e em busca de alguém para colocá-la no pedestal que ela tanto deseja, dias após o casamento, Betty diz que não ama mais o marido. Simples assim.

3×12 – The Grown-Ups (John Slaterry, January Jones, Elisabeth Moss, Vincent Kartheiser)


E a finale conseguiu ser melhor do que eu esperava, já que como eu disse antes, a série conseguiu se reinventar depois de um “golpe” protagonizado por Don (que foi esnobado por Conrad Hilton), Roger, Cooper e Lane Pryce, após a venda da Sterling Cooper, ambos são demitidos por Pryce, sendo o próprio demitido dias depois (já que a notícia demorara dias para chegar aos ouvidos dos patrões de Pryce). E qual o plano? Criar uma nova agência, começando do zero, dando início a uma procura por pessoal e contas antigas da Sterling Cooper.


A partir daí começa os acordos com os novos funcionários e os rumos que a nova empresa seguirá, e como estamos vendo Mad Men, ao invés de vermos diálogos rápidos e cenas alucinantes (e clichês) de filmes de reviravolta, o que vemos é seguidas conversas com diálogos densos e geniais. Pete, Harry e Joan (genial) se são os primeiros a se unirem a nova agência (e seria melhor ainda ver Sal Romano dando a volta por cima), cada um por suas qualidades inegáveis, mas é claro que a melhor (e mais dolorosa) contratação foi a de Peggy.


Desde a segunda temporada, a relação entre Don e Peggy foi muito bem trabalhada, e a admiração mútua entre os dois é mostrada com brilhantismo, auxiliada pela magnífica auação de Jon Hamm e Elisabeth Moss. Nesse fim de temporada, porém, Don leva um susto quando recebe a negativa de Peggy para seguí-lo em sua nova empreitada, já que a moça desejava alçar seus próprios vôos e não ser mais uma sombra na carreira de Don, sentimento que vem crescendo nela desde a proposta que recebe de Duck ainda no início da temporada. Vendo que estaria prestes a perder uma perfeita funcionária, Don visita Peggy para lhe fazer sua última proposta, e lá é o cenário da melhor cena da temporada para mim. Diante das seguidas negativas e do comportamento fechado de Peggy, Don diz que “passaria a vida tentando contratá-la”. Momento perfeito do episódio.


Vale também ressaltar a vida pessoal de Don na finale, principalmente de Betty, que decide largar o barco de vez e viajar para Reno com Henry Francis para que seu divórcio seja aprovado. O divórcio de Don alcançou também cenas memoráveis, e mesmo que a cena em que Don chama Betty de vadia seja forte, nada foi mais forte na casa dos Drapers que dar a notícia do divórcio (maquiada, claro) aos filhos, onde Bobby desatou a se culpar pela mudança do pai, e Sally lançou duras críticas à situação.


Com um gancho promissor para a próxima temporada, Mad Men vai deixar saudades até o ano que vem, e se ganhar o terceiro Emmy consecutivo, eu estarei feliz. Que venha a quarta temporada!

3×13 – Shut the Door. Have a Sit (Jon Hamm, Elisabeth Moss, Jhon Slaterry, Jared Harris)


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