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O Guilty-Pleasure do Ano

1 01UTC dezembro 01UTC 2009

Bored to Death já nasceu dividindo muitas opiniões a respeito de sua originalidade, que às vezes soa tão surreal que parece uma farsa “moderninha”, mas alcançava quase em todos os episódios alguma cena de pura sinceridade com a premissa sem exageros, sempre aliada às ótimas interpretações do elenco. Entre todas as opiniões contrárias do estilo excessivo que o piloto trouxe, eu sinceramente adorei a nova abordagem do estilo detetive, uma remodelagem de séries antigas com um roteiro mais encorpado. Assim como eu adorei a estranhesa da também excessiva Better Off Ted, eu também adorei Bored to Death desde a primeira cena do piloto até a última do oitavo episódio.

Ao início da temporada até o 5° episódio, Jonathan Ames, o aspirante a escritor e viciado em vinho branco que se torna detetive amador, que é auxiliado pelo amigo cartunista Ray (que foi brilhantemente interpretado pelo ótimo Zach Galifianakis), divide suas atenções entre suas investigações e sua ex-namorada que o deixou (a fraquinha Olivia Thirlby), além do seu chefe de seu 2° emprego como fotógrafo de uma revista, o editor George (o fantástico Ted Danson). Na parte das investigações, na maioria das vezes Jonathan associa sua vida pessoal à vida das pessoas que contratam seu (barato) serviço. As melhores partes se concentram nos episódios The Alanon Case, onde Kristen Wiig interpreta com perfeição uma namorada ciumenta, e The Case of the Lonely White Dove, onde Jonathan mostra pela primeira vez um ato que se possa denominar “heroico”.

O rumo da história muda com a inclusão de George no esquma de Jonathan no 6° episódio, já que se antes as investigações eram humildes e amadoras, agora Jonathan tem ao lado um amigo confiável e muito rico. Vale ressaltar que George passa toda a temporada em busca de um novo amor, mas suas tentativas sempre se esbarram no seu egocentrismo, que é presente tanto em George como em Jonathan e Ray, sendo o prazer de alimentar suas vidas frustadas um elo entre os três personagens. E é claro que o episódio em que Ray e George se encontram valeu mais pelo encontro em si do que pelo resto que foi apresentado.

E por fim, a season finale é uma continuação do sétimo episódio, onde enquanto Jonathan e Ray tentam achar uma dupla de contrabandistas lésbicas que comercializaram o esperma de Ray (!), George aceita o desafio de uma luta de boxe com um antigo rival, sendo o foco principal do episódio final, com uma rápida e desinteressante investigação de Jonathan com um crítico literário, que não rendeu muitas risadas. Quem roubou o episódio foi George novamente, e não vou me surpreender se Ted Danson for novamente indicado ao Emmy, dessa vez como ator coadjuvante cômico.

E é num ritmo de extrema satisfação que a temporada acaba, me deixando ansioso pelas próximas investigações de Jonathan, e as confusões amorosas de George. Que venha a segunda temporada!

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2 Comentários
  1. Thomaz Jr. permalink

    Bored to Death me surpreendeu.

    geralmente comédias adultas se resumem a dramas de 30 min com pinceladas de humor negro e sarcasmo. Mas Bored to Death consegue ser mto divertida.

    Os personagens são carismáticos e fracassados, e a série tem uma aura Woody Allan. E isto me fez se apegar demais a eles.

    • Também gostei do toque “Woody Allen” presente nos personagens, cada um parece ser um molde e uma antítese do outro ao mesmo tempo, graças ao ótimo trabalho dos roteiristas.

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