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MSD: 26° LUGAR: Rome (2005-2007)

10 10UTC janeiro 10UTC 2010

Criadores: Bruno Heller, William J. MacDonald & John Milius

Emissora: HBO

Recentemente vi “Spartacus: Blood and Sand”, uma série do canal obscuro Starz, que já nasceu com estima de ser uma série de alto patamar, antes mesmo de ir ao ar. Como eu já disse, Spartacus é ridícula, desde sua parte técnica até sua narrativa, passando pelas mãos de uma manjada direção (nem faço questão de ir procurar os nomes no IMdB), sendo sua ruindade comparada as produções cinematográficas “Gladiador”, “Cruzada” e “300”. Aliás, esse quadro mostra que com o passar do tempo e dos avanços tecnológicos, o gênero cinematográfico que mais patina é o épico, visto que outras produções com efeitos mais pitorescos como “Ben-Hur” e a “Spartacus” de Stanley Kubric foram muito bem aceitas, tanto pelo público quanto pela crítica. Vendo todos esses fracassos recentes (e olha que eu nem tinha citado “Tróia” e “Alexandre”), é impossível não se perguntar: afinal, qual era o segredo de Rome?

Gladiador, Tróia, Spartacus: Blood and Sand, Cruzada e etc., tinham por definição contar uma história épica e real, por meio da narrativa histórica, que sempre tornava o filme chato e maçante, com desfechos heroicos de dar sono, com um mesmo e manjado começo, meio e fim. E Rome, era um típico novelão de época, com quase todos os elementos que fazem desse tipo de entretenimento um vício por aqui nesse país tropical abençoado por deus e bonito por natureza. Tinha o heroi, que se submetia às ordens do rei, e era pobre mas tinha um coração nobre (Lucius), o amigo do mocinho (Titus), uma vilã no maior estilo Odete Roitman, que todos deveriam odiar, mas todo mundo ama (Atia), uma mocinha sofrida, que sofre com a mãe megera, que é a Atia, e sonha em encontrar o amor de sua vida (Octavia), e por aí vai… com intrigas, armações, sorrisinhos irônicos e muito sexo.

E além do estilo novelão da série, o visual também é de invejar. Série com o maior investimento da história da  TV, Rome faz os cenários over de Spartacus: Blood and Sand parecerem maquetes de tão perfeitos. A perfeição é tanta que assistindo o show você passa a se sentir na própria Roma, já que ao contrário de muitas séries (cof, cof, Heroes, cof) que usam os efeitos especiais para assustar o telespectador, Roma transforma seus cenários em ambientes aconchegantes e seus efeitos, como a poeira do chão ou os visuais belíssimos das árvores e do céu como forma de aproximar o máximo a série da realidade, não da época em si, mas um lugar onde todos queiram estar.

Essa mistura de realidade com ficção, luxo com deselegância narrativa, herois bocós e vilões malvados, é o que me fez amar essa série. Recomendo muito pra quem não viu na HBO.

Episódios Prediletos: (1×11) The Spoils, (2×06) Phillipi, e (2×10) De Patre Vostro.

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2 Comentários
  1. Vinícius P. permalink

    Dessa dó vi a primeira temporada e gostei, apesar de não ser muito marcante.

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