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MSD: 3° LUGAR: The West Wing (1999-2006)

5 05UTC março 05UTC 2010

Criador: Aaron Sorkin

Emissora: NBC

Falar sobre política, pelo menos pra mim, é uma grande indiscrição. 99% dos programas que tocam no assunto tem uma bandeira hasteada para algum partido ou alguma filosofia política, sendo que a visão política de cada um é individual e é uma chatice ter que ficar discutindo se os projetos de direita são melhores que o de esquerda e blábláblá. Ainda bem que o 1% que restou desses programas é uma das melhores séries já escritas da história da televisão: “The West Wing”.

Minha história com a série é bem legal. Comecei a acompanhar desde os 9 anos, sem entender muita coisa, comendo bolacha e tomando leite puro em horário indevido, vendo com a minha irmã de 15 anos aqueles caras de paletó falando, falando e falando na TV. Podem me chamar de esquisito, mas se muitos adolescentes guardam na memória o episódio da Zula no Castelo Rá-Tim-Bum (Zula = vida!), eu guardo o que o que o presidente Jed disse na catedral no fim da segunda temporada (isso porque eu tentei ficar repetindo as palavras em latim que ele falou). É lógico que eu tive que rever todas as temporadas de novo na Warner, claro, mas a cada semana meu apego com a série era tão grande que eu nem me importava se eu percebesse que eu sabia o final do episódio. Na minha vida, The West Wing = infância, ponto.

E foi depois que eu comecei a rever a série, lá pros meus 15 anos, é que eu comecei a perceber a “qualidade” da série. Aaron Sorkin conduziu o roteiro nas duas primeiras temporadas com uma destreza impressionante, e Thomas Schlamme a cada episódio em que dirigia, dava um show a parte. E isso sem falar no elenco: Allison Janney e Stockard Channing divinas, Martin Sheen carismático até a alma, e Rob Lowe e Bradley Whitford sempre dando conta do recado.

Mas não adianta fugir: o que faz realmente de “The West Wing” um clássico, é a sua ligação com a política. Não é só uma série sobre políticos, e nessa parte, Aaron Sorkin dá uma pequena aula a qualquer roteirista. Ora, um político bom, necessariamente é honesto, já que sua vida política é mostrada ao público, não? E foi aí que Sorkin achou a chave do sucesso. O presidente Bartlet era tudo o que qualquer presidente queria ser. Dava a cara a tapa, sempre tratava as pessoas com humildade, e respondia os bilheter de natal de todo mundo. Com a visão política do presidente ao avesso do comum, Sorkin se concentrou nos dramas pessoais do personagem, e como a vida política dele afetava sua vida pessoal, sendo o presidente Bartlet um dos personagens mais bem-feitos que eu já vi.

Mas concentrar uma série só no presidente soaria um tanto demagogo (vide Commander in Chief). E aí entravam os MUITOS personagens que entravam e saíam da ala oeste da Casa Branca. Víamos desde o diretor de comunicação (Rob Lowe), até a secretária de imprensa (Allison Janney), desde o secretário de Estado (John Spencer), até a família do presidente (Stockard Channing e Elisabeth Moss como mulher e filha, respectivamente). Os diálogos e a câmera captavam com perfeição o ambiente inquieto que era a Casa Branca. Tanto que em alguns momentos, víamos correria nos diálogos e a câmera nervosa em situações de risco, como tambpem não era raro vermos um monólogo sentimental de um personagem, com a câmera parada, e até algumas vezes, lenta.

Porque por mais que queiramos que os políticos atuais sejam máquinas programadas a fazer o certo, Aaron Sorkin mostra que em nenhuma situação da vida, “fazer o certo” significa ter uma atitude “automática”, tudo é uma questão de ética.

Episódios Prediletos: (2×10) Noël, (2×22) Two Cathedrals, e (3×10) Bartlet for America.

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