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MSD: 2° LUGAR: Six Feet Under (2001-2005)

3 03UTC abril 03UTC 2010

Criador: Alan Ball

Emissora: HBO

Vindo do Oscar de melhor roteiro original do (ótimo) “Beleza Americana”, Alan Ball foi mais uma aquisição da laureada HBO para alavancar de vez a qualidade de suas produções. Não poderia dar mais certo. “Six Feet Under” foi uma das séries mais impactantes que eu já vi.

O contexto é bem simples: uma família (os Fisher), que comandam uma funerária na Califórnia, que depois da morte do patriarca Nathaniel passa por uma transição de parceria com Freddy Rodríguez, e a funerária que antes se chamava Fisher & Sons, agora se chama Fisher & Diaz.

E é interessante perceber que a série, mesmo deixando claro que se focava principalmente nos personagens da família Fisher, agia como um drama procedural, já que cada episódio eram mostrados os preparativos da funerária no enterro de alguém.

E se como série procedural “Six Feet Under” já seria um perfeito exemplo de como unir humor negro e drama sem ofuscar nem descaracterizar os personagens, como drama familiar a série se supera. Partindo da antítese vida/morte, a série atravessa a linha do real várias vezes, como com as “visitas” do matriarca Nathaniel, mas ainda assim (com a ajuda do sarcasmo do roteiro) todas as tramas dos familiares eram problemas atuais, simples na teoria, mas a influência pesada da morte era tão evidente que era preciso alguma tragédia acontecer para que os personagens dissessem o que sentiam, alavancando o nível de dramaticidade da série a um alto nível.

Vendo por esse ponto de vista, é certo dizer que “Six Feet Under” era uma série emotiva e pessimista. Desde a aceitação pessoal de David, o relacionamento conturbado de Nate e Brenda, o novo amor de Ruth, até a rebeldia de Claire, todos os personagens pareciam agir da forma mais martirizante possível, deixando até uma impressão introvertida que às vezes atrapalha um roteiro que não tem muita coisa a dizer (não, isso não é uma crítica, mas a 4ª temporada da série foi praticamente isso).

Mas eu não considero “Six Feet Under” uma série sobre a morte, nem sobre a vida. “Six Feet Under” pra mim é uma série que sempre buscou através dos seus personagens o equilíbrio entre a razão e o delírio, o perdão e o ressentimento, o saudosismo e a necessidade de seguir adiante. A morte é um fio condutor que leva essas dúvidas a um ponto final.

E é um deleite ver a visão da vida aos olhos de Alan Ball através da maravilhosa sequência final da série, onde a morte aparece pela última vez, e várias vezes (será que isso é spoiler?), mostrando que mesmo com o passar do tempo, o que vale mesmo é viver, já que “cada dia acima do solo é um bom dia”, e “qualquer coisa, qualque um, em qualquer lugar, termina”. E é notório observar que (isso é spoiler pra quem não viu a última cena da série, passe o mouse pra ver) Nate, aquele que pra mim mais reprimia e escondia os próprios sentimentos (visto que David conseguiu sua própria redenção ao longo da série), foi o primeiro personagem do núcleo principal da série a morrer, ainda no 9° episódio da temporada final, “Ecotone”, enquanto Brenda e Claire, que mais tinham a característica de aproveitar a vida no maior sentido “transloucado” da coisa, são as últimas a morrer. Lindo isso, né?

“Everything. Everyone. Everywhere. Ends.”

Episódios Prediletos: (3×13) – I’m Sorry, I’m Lost, (5×10) – All Alone, e (5×12) – Everyone’s Waiting.

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One Comment
  1. Vinícius P. permalink

    Essa também foi uma das minhas séries favoritas em todos os tempos e até hoje ocupa um lugar especial na minha lista.

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