Skip to content

Análise de Temporada – Damages

27 27UTC abril 27UTC 2010

Era para as análises de temporada serem ordenadas cronologicamente, mas o shock value do fim de “Damages” falou mais alto, então eu deixo pra falar da terceira temporada de “Mad Men” outro dia.

Eu costumo ter um meio termo para qualquer série, até mesmo com aquelas que geram mais fanatismo hoje em dia, “Lost” e “Glee”. Eu consigo assistir os episódios numa boa, mas consigo tanto ver episódios e dicernir quais são realmente bons, e quais não ser nenhuma interferência emocional. “Damages” é a primeira série que eu mando o meio termo pro espaço e passo a acompanhar simplesmente por amor e sem um peso muito rigoroso (“Buffy” comigo também era assim, mas tudo bem).

A terceira temporada da série começou sim, muito chata em alguns quesitos, como o divórcio de Patty e a trama estagnada da fraude de Louis Tobin. Mas chega um ponto na série (no 5° episódio, especificamente), que dá pra perceber que as indas e vindas da série estão ali pra confundir mesmo, e só vai conseguir apreciar o que está sendo mostrado é quem embarca nas inúmeras tentativas da série em burlar as expectativas do telespectador, e admirar qualquer uma das tantas sub-tramas apresentadas nessa 3ª temporada, o que não é difícil.

Dito isso é interessante perceber que a série começo MESMO no episódio “It’s Not my Birthday”, já que é ali que se iniciam duas tramas que serão muito exploradas no fim: a morte de Danielle Marchetti e os temíveis sonhos de Patty com a mula/égua/cavalo/whatever. Depois disso, temos a inclusão do misterioso Mr. Zedeck, do pai de Leo Winstone, dos problemas na família de Ellen, da volta de Arthur Frobisher, da volta do filho de Patty, agora com a notícia que será pai, e claro, as alucinações dos personagens, que nunca estiveram tão presentes, com a “volta” de David, Ray Fiske e uma misteriosa mulher na vida de Ellen.

E aí cabe dizer que a série errou feio. Patty Hewes sempre foi vista como uma advogada que faz de tudo para ganhar um caso, e Ellen Parsons, sua pupila que precisa aprender as regras do jogo para não ser sucumbida nesse ambiente algoz. Mas, diante do afastamento de Ellen e Patty, por demoraram TANTO para unir as duas novamente (só no 5° episódio é que Ellen mostra que deseja unir forças com Patty), e mesmo depois de unidas, Patty e Ellen ganharam contornos muito sentimentais, que claro, se tornaram plausíveis no decorrer da trama, mas destoaram por completo da imagem auto-destrutiva e pungente que a dupla passava quando estava junta, passando essa tarefa ao solitário e descontrolado Tom Shayes.

E com tantas sub-tramas avulsas que poderiam roubar a atenção do foco principal, temos a oportunidade de ver um dos melhores elencos de todo esse início de século, focalizado, claro em Glenn Close (magnífica), Tate Donovan, Rose Byrne (melhorando) e Ted Danson, mas abrindo portas para o talento de atores do calibre de Martin Short (como o advogado Leo Winstone), Lily Tomlin (como a matriarca Marylin), Campbell Scott (como o filho Joe Tobin) e Len Cariou (esse merece aplausos, por conseguiur identificar em seu personagem, o patriarca da família, uma característica que só é descoberta no último episódio da temporada). Todos têm uma chance para brilhar, e todos mostram um serviço mais que competente.

E então, quando se chega o grande final, é que meu meio termo se explode mesmo. Olha, longe de mim agorar uma tentativa tão ungida, mas não vejo mais nenhuma necessidade de #savedamages após ver o fim da série. Como todo fim, teve alguns deslizes e tal, mas em um só episódio, os roteiristas conseguiram fechar TODOS os buracos da série desde a primeira temporada, desde o antigo caso da morte de David, até o recente sacrifício de Tom, e os terríveis destinos da Família Tobin, que merecia um post em particular por mostar com tanta verossimilidade o poder do dinheiro. Todos os membros daquela família que parecia tão unida vão se colocando contra a si mesmos por conta de uma quantia escondida.

Mostrando que o último episódio, “The Next One’s Gonna Gon in your Throat”, é um autêntico series finale, na última cena vemos uma emblemática conversa entre Patty e Ellen no famoso píer da primeira temporada. É lá que vemos o porque do descontrole de Patty sobre a paternidade do filho, sobre seu poder de auto-destruição, e lá que percebemos que caso exista uma 4ª temporada, teremos que ver uma Patty traumatizada, cheia de remorso, e o pior, longe de Ellen e Tom. Eu não sei se quero ver Patty assim, por isso eu não desejo uma quarta temporada. Que a série acabe no auge.

Média da Temporada: 8,5

MVP: Glenn Close, Martin Short, Campbell Scott, Tate Donovan, Lily Tomlin

Melhor Episódio: (3×13) – The Next One’s Gonna Go in your Throat

FYC: Melhor Atriz – Glenn Close, como Patty Hewes

Melhor Ator Coadjuvante – Martin Short como Leonard Winstone

Melhor Ator Coadjuvante – Campbell Scott como Joe Tobin

Melhor Ator Coadjuvante – Tate Donovan como Tom Shayes

Melhor Atriz Coadjuvante – Lily Tomlin como Marylin Tobin

Melhor Atriz Coadjuvante – Rose Byrne como Ellen Parsons

Ator Convidado – Ted Danson como Arthur Frobisher

Ator Convidado – Len Cariou como Louis Tobin

Breakthrough Performances:

Glenn Close – (3×13) The Next One’s Gonna Go in your Throat

Martin Short – (3×07) You Haven’t Replaced Me

Lily Tomlin – (3×01) Your Secrets Are Safe

Campbell Scott – (3×13) The Next One’s Gonna Go in your Throat

Tate Donovan – (3×02) The Dog is Happier Without Her

Len Cariou – (3×04) Don’t Throw That at the Chicken

*                                                   *                                                    *

E ainda não acabou. Abaixo, como prometi, uma pequena review sobre “You Don’t Know Jack”, da HBO:

You Don’t Know Jack (HBO) – Diretor: Barry Levinson/Roteirista: Adam Mazer/Elenco: Al Pacino, Danny Huston, Susan Sarandon, John Goodman, Brenda Vaccaro:

Por ser o telefilme mais aguardado, conferi “You Don’t Know Jack” com uma certa gula. Fazia tempo que não via nem Al Pacino, nem Susan Sarandon, e ainda dirigidos por Barry Levinson, não há de se culpar ninguém pelo hype. Talvez eu fui com muita sede a um pote meio-cheio (ou meio-vazio). “You Don’t Know Jack” é um ótimo telefilme, mostrando em um tom às vezes forte, às vezes brando a questão da eutaásia e o “direito de morrer”, de acordo com as passagens do personagem de Al Pacino, um médico conhecido como “Dr. Morte” que praticava a eutanásia em seu consultório. Posso levar mil chibatadas por dizer isto, mas… Pacino está caricato. Está preso a um sotaque maldito que criou com uma má-avontade imensa, e ele confere um expressão tão simplista a um personagem tão complexo, que as passagens reais do longa chegam a ser mais legais que o doutor sendo interpretado. Susan Saranon, em um papel coadjuvante, faz com precisão a advogada de Jack, assim como John Goodman e Brenda Vaccaro aparecem muito bem em suas cenas. Vão atrás, mas sem muito hype, pra não cometer o erro que eu cometi.

Minha cotação: 8,0 ou ****

Em breve, “Acceptance” do Lifetime.

Anúncios

From → Sem categoria

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: