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Melhores da Temporada – Parte 1

29 29UTC junho 29UTC 2010

Melhor Roteiro em Série Cômica:

The Table Read (Curb your Enthusiasm)

Escrito por Larry David.

Mesmo que Larry David (o roteirista, não o ator nem o personagem) nunca tenha se apoiado muito na metalinguagem para criar as desventuras bizarras que o seu roteiro proporciona à série, foi usando da reunião dos atores da saudosa “Seinfeld” que a série atingiu o auge (depois de seis temporadas que oscilavam entre o ótimo e o sonolento). Neste episódio, Larry David (o roteirista) se aprofunda ao máximo na característica neurótica e alienada de seus personagens e cria uma atmosfera tão incrível e embaraçosa (envolvendo, principalmente, o próprio Larry personagem, e Michael Richards, que tem diálogos geniais) que seu humor, que poderia passar a soar agressivo com o passar das vergonhosas situações, se mostra como um dos mais realistas e sinceros de toda a TV, graças ao roteiro, que consegue desembaraçar todos os constrangimentos dos personagens sem parecer clihê ou implausível, e ao elenco, que sempre passa a expressão de “vítimas do destino” a seus personagens, marca registrada do Larry David personagem.

Outros indicados: Freddy Spaghetti (Parks and Recreation); For This Day Forward (United States of Tara); Modern Warfare (Community); The Case of the Beautiful Blackmailer (Bored to Death); The Incident (Modern Family).

Temporada passada o vencedor foi: “Apollo, Apollo!” (30 Rock)

***

Melhor Roteiro em Série Dramática:

The Gypsy and the Hobo (Mad Men)

Escrito por Marti Noxon, Cathryn Humphris e Matthew Weiner.

Deve ser muito difícil escrever uma série como “Mad Men”. Aliás, deve ser muito difícil escrever qualquer produção de época, então qualquer filme ou série que consiga quebrar esse paradigma merece aplausos. Digo isso porque qualquer personagem nesse tipo de produção adquire uma contenção de sentimentos muito característica da sociedade, então quase nunca há um momento de explosão, onde todas as verdades são ditas, o que faz o roteiro ter que se preocupar em colocar sempre a frase certa no momento certo da cena, sem entregar muito do que o contesto propõe e nem cair na monotonia. Por isso, “Mad Men” merece os aplausos por fazer um episódio em que vários personagens saíram da inércia da contenção e, de formas diferentes, explodiram à sua maneira. É claro que o destaque maior vai para o confronto de Don com sua mulher, que descobre um segredo do seu passado, guardando momentos excelentes tanto de Jon Hamm quanto de January Jones, uma das minhas cenas favoritas do ano , mas também há outros exemplos. Christina Hendricks estava magnífica dando à personagem Joan a coragem necessária para enfrentar o marido acomodado, e John Slaterry, em uma de suas poucas participações efetivas na terceira temporada da série, também garantiu uma boa interpretação nas cenas em Roger interage com uma antiga cliente da agência. Por quebrar a barreira da contenção várias vezes em é que um só episódio consegue ter diálogos tão marcantes como “The Gypsy and The Hobo”.

Outros Indicados: Happily Ever After (Lost); Sanctuary (Grey’s Anatomy); The Next One’s Gonna Go in Your Throat (Damages); White Tulip (Fringe); Wish Someone Would Care (Treme).

Temporada passada o vencedor foi: “Blood on the Scales” (Battlestar Galactica)

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4 Comentários
  1. Gostei dos seus indicados, mas talvez substituiria alguns, como “Freddy Spaghetti” para “Telethon”, também de Parks and Recreation, e “Wish Someone Would Care” para a season finale de Treme. Gosto bastante do roteiro desse episódio de Mad Men. É o que a série tem de melhor e The Gypsy nad the Hobo foi muito beme escrito.

  2. Excelente início para a premiação. Como não vejo “Curb Your Enthusiasm” (é muito complicado iniciar com uma série que já tem tantas temporadas assim, rsrs), ficaria com “Modern Family”, mas toda a seleção está excelente – mas assim como o Alexsandro indicaria o “Telethon” para “Parks and Recreation”.

    Entre os dramas, nem há muito o que discutir. “Mad Men” continua dominando o segmento e o prêmio é merecido, ainda que “Treme” seja excelente nesse aspecto também.

    • Não se preocupe com o número de temporadas de “Curb your Enthusiasm”. Se você começar a ver da sétima temporada vai entender tudo, porque a história nunca anda, e eu aconselho muito assistir.

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