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The Hard Times of RJ Berger – 1ª Temporada

29 29UTC agosto 29UTC 2010

RJ Berger é um adolescente pintudo. A junção adolescente + pênis + MTV foi muito aguardada por mim, já que a série prometia um show de humor negro e muitas sátiras à séries adolescentes. E até que a série cumpriu tudo o que eu desejava, mas ficou faltando uma coisa essencial: equilíbrio.

A cúpula da MTV, que já produziu bombas como “Laguna Beach”, reality-shows de meia tigela, e o horror “Jackass”, tem aqui seu primeiro acerto. A série foi criada por Seth Grahame-Smith e David Katzenberg, e desde o piloto já se nota que esses dois desconhecidos estão mais preocupados com a diversão do que com qualquer outra coisa.

O piloto da série é realmente bom, e o desenvolvimento da trama ao longo da temporada é satisfatório. Como ajuda complementar ao roteiro, a série ainda apresenta, em cada episódio, uma sequência em animação gráfica que, em alguns episódios, é o ponto alto da trama. O ambiente high-school é colocado de uma forma similar a de “Community”, com vários personagens disfuncionais que se chocam todos os episódios, e o roteiro não apresenta nenhuma dificuldade para os atores inexperientes, e ainda alavanca as performance de bons atores.

Paul Iacono, que faz o RJ Berger, é um achado muito interessante, assim como Jareb Duplaise, que faz Miles, o amigo nerd de RJ, e os veteranos Beth Littleford e Larry Poindexter, que interpretam os pais de RJ, que obviamente, são tão malucos quanto todos os adolescentes do seriado, e roubam todas as cenas em que participam.

O problema na série é que os roteiristas atiram para todos os lados possíveis da comédia non-sense, o que pode gerar acertos como a sátira às histórias vampirescas no episódio “The Berger Cometh”, mas também pode dar errado, e nesse caso, dificilmente se consegue voltar atrás. O próprio personagem principal foi construído e desconstruído várias vezes na temporada, apenas por uma tentaiva do roteiro em causar humor imediato, deixando a série desconfortável pra quem começa a levá-la a sério.

É óbvio que uma série da MTV não foi feita pra ser levada a sério, mas em alguns momentos se percebe que os próprios roteiristas viram que passaram do ponto, e passam a tratar algumas tramas com um tom mais intimista e subjetivo, e essas tentativas sempre dão errado, como no episódio “It’s All About the Hamiltons”.

E, quando se fala do desequilíbrio do roteiro, o maior exemplo é a season finale. A série aparentemente tinha um intuito baseado em um clichê de séries adolescentes (ou seja, a busca amorosa do nerd pela garota mais bonita da escola), que seguia um rumo desajeitado graças a má construção da personagem Jenny, a menina bonita da história. E depois de um cliffhanger estapafúrdio no 11° episódio, a season finale traz um rumo totalmente diferenciado ao personagem principal e sua melhor amiga, a carismática Lilly, que foi sacrificada em prol da falta de criatividade dos roteiristas, resultando em uma conclusão péssima para uma história que já tinha começado mal, o que é uma pena.

“The Hard Times of RJ Berger” é, em suma, uma série de tentativas que mais saem pela culatra do que acertam o alvo, produzindo algum humor em alguns momentos, mas não o necessário para ganhar notoriedade. A situação da série é confortável, com segunda temporada garantida e alguns fãs conquistados, mas pra mim, a série fica por aqui.

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