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Emmy 2010 – O melhor em anos

30 30UTC agosto 30UTC 2010

Vou ficar de bem com o Emmy por algum tempo…

O Emmy sempre foi uma premiação engessada, sem muitas surpresas e várias vitórias repetidas que tiravam bastante o brilho da noite de gala mais importante da TV. Nesse aspecto, foi realmente interessante perceber que, na noite passada, tirando Bryan Cranston e seu tricampeonato, os votantes parecem ter abrido as portas para o novo, e o melhor, premiando trabalhos justos.

Elenco de "Modern Family", divíssimos, com o prêmio de melhor série cômica - notem a elegância de Rico Rodríguez.

O que mais era comentado no pré-Emmy era a disputa de prêmios entre “Glee” e “Modern Family”, que realmente dominaram a categoria cômica. Enquanto a série de Ryan Murphy faturou os esperados prêmios de direção (pelo piloto) e atriz coadjuvante (Jane Lynch, fantástica até no discurso), a série de Christopher Lloyd ganhou 3 prêmios importantes: roteiro (pelo piloto), ator coadjuvante (Eric Stonestreet, favorecido pela submissão), e o prêmio de melhor série cômica. Jim Parsons e Edie Falco venceram as categorias principais de atuação, e mesmo que não tenham muito merecimento, gostei da vitória dos dois.

Claire Danes, a mais linda da noite, com seu Emmy por "Temple Grandin"

E o que dizer de “Temple Grandin”? O melhor telefilme da temporada teve um desempenho além do esperado e ganhou 5 prêmios importantes (eram esperados 2, no mínimo): melhor telefilme, melhor atriz (Claire Danes, linda como sempre), melhor ator e atriz coadjuvantes (David Strathairn, merecido, e Julia Ormond, não-merecido mas festejado) e melhor direção (Mick Jackson desbancou as duas indicações de “The Pacific”, mas fiquei triste pela não-reconhecimento a Timothy Van Patten, que o ajudou na tarefa). Para “You Don’t Know Jack” ficaram os prêmios de melhor ator (Al Pacino) e melhor roteiro (Adam Mazer, zebra). “The Pacific” ficou com vários prêmios técnicos do Creative Emmy Awards, mas na noite principal ficou só com o prêmio de melhor minissérie.

Padma Lakshmi, Tom Colicchio e Gail Simmons com o Emmy de melhor reality-show de competição por "Top Chef"

Outro bom momento da premiação foi a vitória de “Top Chef” como melhor reality-show. Eu até gosto de “The Amazing Race”, mas sete vitórias consecutivas é demais né? E, se a temporada atual de “Top Chef” continuar como está, ano que vem vai ganhar de novo. Por falar em tabus, eu ainda vou ver “The Colbert Report” (o único programa de variedades que eu ainda acompanho, junto com alguns aleatórios de “Bill Maher” e “Saturday Night Live”) ganhar de “The Daily Show with Jon Stewart”, que novamente ganhou o prêmio de melhor programa de variedades, após perder o prêmio de roteiro para a equipe de Stephen Colbert, o que já é um avanço.

<333333333

As categorias de séries dramáticas foram a que mais trouxeram alegria para mim. Pra começar, “Mad Men” ganhou com justiça o prêmio de melhor série e roteiro (pela season finale), embora permanceça sem nenhum prêmio por atuação. Archie Panjabi de “The Good Wife” venceu a categoria de atriz coadjuvante, sendo a maior zebra da noite, mas agradável perante aos prêmios de Aaron Paul, de “Breaking Bad” como ator coadjuvante, e Kyra Sedgwick (até que enfim!) como melhor atriz por “The Closer”, o que foi pra mim o ponto alto da noite, já que a excelente atriz sempre ficava no quase, tendo uma fila de 4 indicações. Bryan Cranston, também de “Breaking Bad”, venceu pela terceira vez consecutiva, mas não deixou de ser merecido.

Bryan Cranston e Aaron Paul, a melhor dupla da TV em "Breaking Bad"

Em um aspecto geral, a cerimônia foi um pouco rápida demais, e com prêmios desconexos e discursos um pouco cansativos, e nem mesmo Tina Fey parecia inspirada, ao passo que Ricky Gervais continua genial como sempre. Não gostei da cantora do In Memoriam, mas gostei do prêmio humanitário dado a George Clooney, que soou um pouco “Criança Esperança”, mas o esforço do ator é mesmo notável.

"Keep the spotlight burning"

Jimmy Fallon foi bem e conduziu a festa com bom humor, mas comparando com Neil Patrick Harris no ano passado, é nítido que ele não deu o melhor de si no palco (nem acho ele um bom comediante, mas carisma não falta). A abertura da cerimônia, em especial, ficou muito engraçada, como mostra o vídeo abaixo:

A boa receptividade dos prêmios mostra que a Academia está no rumo certo para apostar em novas séries e novos talentos, além de distribuir prêmios com base na qualidade e não só em hype ou respeito. Terminei de ver a transmissão com um sorriso na boca.

Lista completa de vencedores.

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From → Premiações

One Comment
  1. Boas observações. De fato o Emmy desse ano deu uma renovada tão esperada premiando os mais justos – como você disse. Das escolhas, prefiro o Ty e a Bowen a Eric e Lynch. Não gosto muito da Panjabi (se compararmos com Moss ou Hendricks, por exemplo) e fiquei até um pouco triste por O’Quin não ganhar pela segunda vez, mas achei legal um ator jovem como o Aaron ganhar.

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