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True Blood – 3ª Temporada

1 01UTC setembro 01UTC 2010

A razão desse post adiantado é que, até agora tivemos 11 episódios na temporada, faltando somente a season finale que vai ser daqui a duas semanas, e até lá eu já vou estar na minha fase fã de novo, e, dependendo da qualidade do último episódio, posso não conseguir dizer o quanto eu estou decepcionado com a série. A season finale terá post próprio, enquanto a sabatina fica pra agora mesmo.

Quando a temporada começou, com “Bad Blood”, eu realmente achei que Alan Ball tinha alguma coisa direcionada para a temporada, principalmente porque a série é baseada em um livro, que caso seja de verdade a base pra toda essa história da temporada, deve ser um dos livros mais chatos da história.

Dentre os vários pequenos problemas que a série teve, a raiz de todos eles é a quantidade imensa de sub-tramas, que desde a temporada passada me incomodava um pouco, mas agora me irritam a cada episódio. Se em uma semana vemos lobisomens, na outra vemos fadas, na outra vemos macumba, na outra voltamos a ver vampiros, e agora até bruxas têm, e eu realmente não me importo com quantos seres mitológicos a série coloque na tela, a não ser quando é nítido que eles só estão lá pra causar algum impacto aqui e ali, desviando o olhar do telespectador que nem se lembra (e passa a nem se importar) com a história principal da temporada, que é… Russell?

O maior acerto da segunda e excelente temporada de “True Blood” foi dividir a história inicialmente em 3 partes, com a parte de Dallas e a ameaça religiosa aos vampiros, a parte de MaryAnn tocando o terror em Bon Temps, e a parte aleatória que a série sempre teve e precisa ter, com aparições do Eric, Sophie-Ann, etc. E, todas essas partes estavam interligadas por alguma coisa, que iam se desconstruindo com o passar dos episódios e distribuiam igualmente a carga de tensão dos episódios.

E é de se estranhar que os roteiristas da série, que se deram ao luxo de terminar uma excelente história no segundo ano em 9 episódios (a trama da Sociedade do Sol), o que não deu um aspecto corrido à season finale, e agora estejam com tanta preguiça em terminar logo algumas tramas avulsas que já não causam impacto algum e não estão relacionadas com nada interessante. A provável guerra entre humanos e vampiros que parece se aproximar é a melhor cartada da série, e espero que não seja menosprezada.

Porém, Jason e Crystal, Sam e qualquer coisa que o envolva, Tara e sua depressão constante, Lafayette e Jesus, lobisomens, todos esse personagens que poderiam dar nuances interessantes para a história estão sendo descartados porque até agora não estão inseridos na história.

O dilema de Sookie também não convence. Anna Paquin continua ótima como sempre, e é a melhor atriz da série, e consegue até elevar a qualidade de um episódio, mas sua personagem está cada vez mais insuportável e omissa a qualquer acontecimento que ocorra a um dos seus dois pretendentes. Sério, no último episódio, as suas atitudes me lembraram da mocinha repugnante de saga (?) “Crepúsculo”, vejam bem.

Porém, mesmo em períodos difíceis a série consegue mostrar alguns ótimos momentos. “Hitting the Ground” é o típico episódio que a série gosta e precisa fazer, com a mitologia se chocando com a realidade, nesse caso com Sookie, além de algum desenvolvimento com o personagem de Denis O’Hare, sendo esse o melhor episódio da temporada até então. Aliás, Denis O’Hare foi a melhor aquisição da série. O Rei Russell é um vilão aparentemente onipotente e sarcástico, com pouco desenvolvimento psicológico, mas uma carga dramática intensa e arrebatadora, que ainda é interpretado com brilhantismo por Denis O’Hare, inspirado e empolgado com o personagem.

Outro acerto foi a aparição de James Frain em alguns episódios. Gosto dele desde “The Tudors” e passei a gostar mais ainda com sua interpretação para o insano Franklin, que vai do drama para a comédia em instantes e o ator mostra desenvoltura excelente nas duas vertentes.

Alexander Skarsgard também nunca esteve tão bem na série, e pra mim que sempre achou que Eric era só uma recriação do Sawyer de “Lost” versão vampiresca, é muito bom perceber que a construção do personagem necessitou desse rótulo inicial para que as consequências de seu jeito de ser que estão sendo mostradas agora não soassem caricatas. Bill, por exemplo, é um personagem que mudou de forma repentina no começo da temporada, e agora voltou novamente a agir como agia no começo da série, sem nenhuma passagem orgânica, o que mostra a trivialidade dos roteiristas com o personagem.

A cena polêmica de Bill no episódio “It Hurts Me Too” é a explicação visual do fracasso de “True Blood” nessa temporada. Se antes a série era vista como uma diversão adulta e com conteúdo, o despreparo dos fãs da série em assimilar a cena mostra que esse tipo de banalidade (de qual a série nunca precisou) veio de forma errada e no tempo errado, já que a season finale da última temporada teve momentos tão bizarros quanto esse na trama de MaryAnn, mas foi construída toda uma estrutura no roteiro durante a temporada que dissecou a história para os fãs e tornou a “baixaria” verossímil.

Eu espero muito que a série consiga mostrar nesse fim de temporada a mesma segurança que mostrou na temporada passada, e que possa voltar forte na quarta temporada (agora com bruxas) para que essa torturante “fase de transição” aleatória, que é o que se tornou a terceira temporada, tenha sido apenas um deslize proposital de Alan Ball.

FYC:

Melhor Elenco

Melhor Episódio: “Hitting the Ground”

Melhor Atriz: Anna Paquin (“Hitting the Ground”)

Melhor Ator Coadjuvante: Alexander Skarsgard (“I Got A Right to Sing the Blues”)

Melhor Ator Convidado: Denis O’Hare (“Everything is Broken”)

Melhor Ator Convidado: James Frain (“Trouble”)

Melhor Atriz Convidada: Evan Rachel Wood (“Hitting the Ground”)

Melhor Atriz Convidada: Alfre Woodward (“Night on the Sun”)

Melhor Direção: John Dahl (“Hitting the Ground”)

Melhor Roteiro: Alan Ball (“I Got a Right to Sing the Blues”)

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