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Hung – 2ª Temporada

14 14UTC setembro 14UTC 2010

“Hung” foi a pior comédia que eu vi inteira na temporada passada. Melhorar até que melhorou, e muito, mas não dá pra tirar leite de pedra.

Por mais que eu goste de comédias underdog, do tipo “Weeds”, “Entourage” e etc, existem projetos que devem ter um pouco mais de cuidado quando são tirados do papel. “Hung” é assim, porque, de um lado temos uma série que não quer de jeito nenhum se assimilar a uma comédia comum, com situações não-interligadas por episódio, mas do outro lado, vemos uma série que, tentando fugir do lugar-comum, desenvolve suas tramas de uma maneira dramática e arrastada. O que fazer com uma comédia que nasceu pra ser drama?

A primeira parte da temporada foi boa. A disputa de Lenore e Tanya, que vem desde a primeira temporada e é essencial para a série, rendeu ótimos momentos, o melhor deles, e o melhor momento da temporada, veio no episódio “Mind Bullets”, com o sequestro do cachorro. Aliás, Tanya é a melhor personagem da série, e em alguns episódios carrega a trama nas costas.

Aqui cabe um adendo para o elenco principal da série. Todos estão zilhão de vezes melhor que na primeira temporada, principalmente Anne Heche e Thomas Jane. Já Jane Adams já pode ser considerada uma das 6 melhores da temporada na minha lista, e surge com força para o Emmy, e principalmente para o Globo de Ouro. Rebecca Creskoff continua brilhante, e Gregg Henry e Roxanne Hart foram ótimas adições.

Já a segunda parte da temporada, para meu espanto, foi… boa também. A partir do ótimo episódio “Beaverland”, a série deu um rumo a suas histórias, um passo arriscado que, no meu caso, valeu muito a pena, mas não é de se estranhar que muitas pessoas criticaram-o duramente. Estamos de novo nos dois caminhos da série: ou vamos nos divertir com as provocações de Tanya e Lenore sem preocupações com desenvolvimento da trama, como em “Mind Bullets”, ou vemos uma boa guinada na trama principal, como em “Beaverland”. A série, se autossubestimando, continua atirando para os dois lados, e mesmo que apresente o ótimo “Third Base” (um balanceamento quase perfeito entre drama e comédia, desenvolvimento e tramas aleatórias) no caminho, a série continua apenas… boa.

E é assim o panorama definitivo da série, e na minha opinião será assim até o fim, apostando na interação de Ray e Tanya, ou Tanya com qualquer outro personagem, mas nunca indo além de uma mediana diversão e uma mediana crítica a qualquer coisa. Ainda não sei se vou continuar a ver, mas vontade de largar não me falta, até porque a season finale foi desestimulante.

FYC:

Melhor Elenco

Melhor Ator: Thomas Jane (“Third Base or The Rash”)

Melhor Atriz Coadjuvante: Jane Adams (“Mind Bullets or Bang Bang Bang Motherfucker”)

Melhor Direção: Jennifer Getzinger (“Mind Bullets or Bang Bang Bang Motherfucker”)

Melhor Roteiro: Julia Bronwell & Eileen Meyers (“Third Base or The Rash”)

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