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Voltei!

Então, só pra avisar que eu voltei. E mudei o visual do blog. Tem sido um período difícil por causa de faculdade, e outras coisas, mas nas férias nada me impede de voltar ao blog. E trgo boas notícias: as reviews diárias voltaram a partir da segunda parte da fall season americana (começo do ano). Além disso também estão reservados outros posts especiais, mas é só aguardarem.

Os 14 Melhores Pilotos da Fall Season – Parte 2

7° Lugar: The Event

Não adianta. Por mais que uma hora ou outra essa série vai desandar e vai me fazer perguntar o porquê de eu não ter parado de ver logo, “The Event” tem a premissa perfeita para pegar um telespectador desavisado como eu: sci-fi conspiratório, ou quase isso. Se serve como alívio, a série tem um diferencial que não se viu em “Flashforward” e “Jericho” (outras séries horríveis que começaram bem): um bom elenco, com nomes de peso como Laura Innes, Blair Underwood e Zelijko Ivanek (cada dia mais com uma expressão cadavérica) que estão bem em seus papéis, mesmo que não tenham sido muito exigidos até agora. Mais uma jornada à frente, que eu tenha mais sorte dessa vez, já que sou um dos poucos que vai continuar vendo a série.

6° Lugar: Raising Hope

Greg Garcia, criador de “My Name is Earl”, volta à TV com “Raising Hope”. Como não haveria deixar de ser, seu ponto forte é retratar personagens com características distintas sem cair na caricatura, como era “Earl” basicamente, mas em “Raising Hope” a história muda um pouco. A premissa da série é realmente macabra até um certo ponto e pode afastar uma parte do público que esperava uma comédia mais acessível, mais toda a história da mãe assassina que morre na cadeira elétrica é só uma camada fina de bizarrice que não esconde a faceta sensível e tradicional da série, que de uma hora para outra, me fez lembrar (com um grande sorriso na boca) de “Malcolm in the Middle”, um fato inédito. Seja bem vinda, “Raising Hope”!

5° Lugar: Blue Bloods

A série fala sobre três gerações de policiais, e se você pensa que “Blue Bloods” é um drama estiloso, com bons atores, boa direção, bom roteiro, errou, isso não é “Blue Bloods”. A série vai além, e mostra ótimas atuações (Tom Selleck e Len Cariou, principalmente, mas também estão bem Donnie Wahlberg, Bridget Moynahan e Nick Turturro), uma ótima direção de Michael Cuesta, e um excelente roteiro de Mitchell Burgess e Robin Green, a dupla principal de roteiristas de “The Sopranos”. Não é uma série de cenas impactantes, interpretações carregadas e técnica impressionante, mas exala qualidade como poucas atualmente.

4° Lugar: Terriers

Depois da ótima “Louie”, o canal FX Networks acertou mais uma vez com “Terriers”, uma comédia dramática sobre dois ex-policiais que passam a fazer bicos em casos rotineiros, com a companhia de um cão. Donal Logue é um ótimo ator e tira de letra o papel, mas o René de “True Blood” ainda não está tão encaixado no seu personagem. Mesmo assim, o piloto é forte na estrutura, no roteiro e na direção, delimitando um nicho televisivo específico, o que pode ser um erro já que é o piloto da série, mas dá uma certa liberdade aos roteiristas da série. Ótimo piloto.

3° Lugar: My Generation


É a maior surpresa da temporada, de longe. Eu nem iria ver o piloto da série, até porque seu piloto vem sendo criticado duramente e minhas expectativas abaixaram e muito. E pra mim o fracasso de “My Generation” é inexplicável. É uma série tipicamente americana, ou melhor, quase exclusivamente americana, já que se por um lado critica a idealização do “American Dream” dos universitários, é uma série extremamente determinista e muito ligada aos dilemas sociais americanos. Talvez a premissa tenha sido mal planejada (já que o modo documental da série baseada nos personagens não poderia durar muito), mas a execução da série, com muita sensibilidade e sinceridade, dá uma sensação muito boa para o telespectador. Heartwarming como poucas, com um elenco regular e um roteiro bem-feito, “My Generation” é outro acerto que será descartado para a próxima temporada.

2° Lugar: Lone Star


Enquanto escrevo esse post, esta série acaba de ser cancelada (fueeeeen), então um minuto de silêncio.

“Lone Star” teve uma aceitação por toda a crítica tão rápida quanto a sua queda, e seu cancelamento vai ficar marcado no hall dos cancelamentos injustos que já vitimaram “Veronica Mars”, “Studio 60”, “Love Monkey” e por aí vai. É (era) uma série sobre um bígamo que casou por dinheiro com a filha de um magnata e se apaixona pelas duas mulheres. O elenco é (era) ótimo (James Wolk muito carismático), o roteiro, a trilha sonora, etc, tudo muito bom, obrigado. Acendam as velas.

1° Lugar: Boardwalk Empire


Com direção do vencedor do Oscar Martin Scorcese e roteiro de Terence Winter (“The Sopranos”), não tinha como “Boardwalk Empire” dar errado. E não deu. Entre os pontos que mais me chamaram a atenção, destaco a cenografia perfeita (e pudera: só o piloto custou 18 milhões de dólares) que caracterizou com perfeição a Atlantic City de 1920, a fotografia, a direção de arte, e a direção de Martin Scorcese, veterano, que usa longos planos e takes contidos, que aliados ao roteiro cadenciado, dá uma atmosfera semelhante à de “The Sopranos”. O elenco é genial, com boas atuações de Michael Stuhlbarg, Kelly MacDonald, Michael K. Williams, Dabney Coleman, e principalmente, Steve Buscemi (encarnando o “gângster” Nucky Thompson, um protagonista dúbio e bem elaborado) e Michael Pitt, que estão fantásticos. É a HBO querendo voltar aos velhos tempos de soberania na TV (perdeu há algum tempo atrás para a AMC), e se depender do piloto de “Boardwalk Empire”, o esforço será recompensado.

Os 14 Melhores Pilotos da Fall Season – Parte 1

Claro que são 14 porque até agora eu vi 14 pilotos, e tirando esses, só sobra o de “The Walking Dead”, que ainda vai demorar um pouquinho a estrear. Vamos à lista:

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Entourage – 7ª Temporada

Depois de uma sexta temporada decepcionante, “Entourage” ainda tem dificuldades em reorganizar alguns núcleos, mas com certeza volta a se tornar uma série obrigatória com a “temporada da tequila”.

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Hung – 2ª Temporada

“Hung” foi a pior comédia que eu vi inteira na temporada passada. Melhorar até que melhorou, e muito, mas não dá pra tirar leite de pedra.

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Louie – 1ª Temporada

Caso você não conheça “Louie”, só está perdendo uma das fortes candidatas a melhor comédia da temporada.

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(2×07) – D-Girl

Pussy (Vincent Pastore) e Tony (James Gandolfini)

Direção: Allen Coulter

Roteiro: Todd A. Kessler

Tony Soprano: Well, when you’re married, you’ll understand the importance of fresh produce.

De todos os episódios da temporada, esse é o mais irregular. A história de Christopher em Hollywood, embora divertida e com boas oportunidades para mostrar o talento dos diretores da série, já começa a cansar porque não apresenta nada de muito significante para o personagem, e o foco dado a Anthony Jr. não é um total acerto, principalmente porque o personagem nunca foi verossímil ao meu ver. O que se salva aqui é a história de Big Pussy, que se encontra cada vez mais pressionado pelo FBI e pela máfia ao mesmo tempo, com mais uma vez uma grande interpretação de Vincent Pastore.